Como as empresas estão mudando a forma de consumir tecnologia
Durante muitos anos, a relação das empresas com a tecnologia foi simples: comprar, instalar, manter. Servidores próprios, licenças perpétuas, ...
Durante muitos anos, a relação das empresas com a tecnologia foi simples: comprar, instalar, manter. Servidores próprios, licenças perpétuas, ciclos longos de atualização e altos custos iniciais faziam parte da regra do jogo.
Esse modelo não desapareceu por acaso. Ele deixou de acompanhar a velocidade dos negócios.
Hoje, empresas mais competitivas não pensam mais em posse de tecnologia, mas em consumo estratégico de tecnologia como serviço. Essa mudança de mentalidade impacta diretamente custos, escalabilidade, segurança, inovação e tomada de decisão.
Neste artigo, explicamos como e por que as empresas estão mudando a forma de consumir tecnologia e o que isso significa na prática.
Da compra ao consumo: o que mudou?
O modelo tradicional de tecnologia era baseado em previsibilidade e controle físico: infraestrutura própria, investimentos elevados e baixa flexibilidade.
O modelo atual prioriza:
Em vez de comprar capacidade máxima para picos futuros, as empresas passam a consumir exatamente o que precisam, quando precisam.
Esse movimento é impulsionado principalmente pela adoção de cloud computing, modelos as a service e automação inteligente, e muitas empresas já operam com uma estratégia cloud-first ou híbrida, priorizando consumo flexível em vez de ativos fixos.
Tecnologia como serviço (XaaS) virou padrão
O conceito de Anything as a Service (XaaS) vai muito além de infraestrutura.
Hoje, empresas consomem como serviço:
Esse modelo reduz barreiras de entrada, acelera inovação e permite que a TI deixe de ser operacional para se tornar estratégica.
O impacto direto nos custos
Consumir tecnologia muda completamente a lógica financeira da TI.
Antes:
Agora:
A cloud permite ajustar recursos em tempo real, evitando desperdício e ampliando eficiência. Mas isso só funciona quando há gestão ativa de consumo, algo que muitas empresas ainda subestimam.
Sem governança, o consumo vira excesso. Sem estratégia, a economia prometida não acontece.
Velocidade e inovação deixam de ser exceção
Quando a empresa deixa de “comprar tecnologia” e passa a consumi-la sob demanda, a inovação deixa de depender de longos ciclos de aprovação e aquisição.
Times ganham autonomia para:
Esse modelo favorece práticas como DevOps, CI/CD, arquiteturas modernas e uso prático de IA.
A própria AWS destaca que organizações orientadas a consumo tecnológico conseguem lançar produtos até 60% mais rápido do que modelos tradicionais.
Consumo exige mais governança, não menos
Um erro comum é associar consumo de tecnologia à perda de controle. Na prática, acontece o oposto.
Quanto maior a flexibilidade, maior a necessidade de governança, especialmente em:
Frameworks de segurança e boas práticas passam a ser essenciais. O NIST, por exemplo, fornece diretrizes amplamente adotadas para ambientes cloud e híbridos.
Consumir tecnologia com segurança exige:
A tomada de decisão fica mais inteligente
Quando tecnologia é consumida como serviço, os dados sobre uso, desempenho e custo ficam mais acessíveis.
Isso permite decisões baseadas em fatos, não em suposições:
Segundo a Harvard Business Review, empresas orientadas por dados tomam decisões até 5 vezes mais rápidas do que concorrentes menos maduras digitalmente.
O papel da TI muda completamente
Nesse novo cenário, a TI deixa de ser apenas suporte técnico e passa a atuar como:
Consumir tecnologia exige estratégia, não apenas contratação de serviços.
É aqui que entra a importância de parceiros capazes de:
A forma como as empresas consomem tecnologia mudou e não há retorno ao modelo antigo.
Essa mudança representa:
Mas o consumo só gera valor quando vem acompanhado de estratégia, governança e segurança.
Empresas que entendem isso não apenas acompanham a transformação digital. Elas lideram.
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