App Modernization: Vale mesmo a pena investir?

App Modernization: Vale mesmo a pena investir?

Por Paulo Lima, BDM na BRLink

Recentemente, a Sensor Tower, empresa de análise de dados, divulgou uma previsão do mercado de aplicativos para os próximos cinco anos. Em conformidade com a projeção, até 2025, as despesas globais com aplicativos devem atingir a marca dos US$ 270 bilhões.

Tal estimativa elucida um dos motivos pelos quais tanto tem se falado em “App Modernization”. Outro ponto que clarifica a razão para a ênfase do tema é que com o aumento do uso das nuvens públicas, o processo de atualização ou reconstrução de aplicativos que visa aperfeiçoar o aproveitamento da tecnologia e suas tendências,  tornou-se muito relevante nas estratégias de migração.

Apesar das vantagens citadas em discussões sobre o tópico, inúmeras empresas não conseguem medir se vale a pena investir  na modernização das aplicações já na ida para a nuvem, ou se faz mais sentido considerar uma arquitetura tradicional neste primeiro passo (famoso Lift-and-Shift). Para auxiliar na resolução desta questão, o especialista da BRLink, Paulo Lima, tem algumas dicas. Confira:

Por que modernizar? 

Muita gente sabe dos benefícios que uma aplicação “cloud-native” oferece, mas vale a pena relembrar: já pensou em ter uma aplicação que pode ser executada sem gerenciar nenhum servidor? E que mesmo estando disponível 24×7, você possa pagar somente pelas requisições realizadas durante este período? Estas e outras vantagens podem ser adquiridas em uma estrutura cloud-native, nomenclatura utilizada para descrever aplicações desenvolvidas para usufruírem ao máximo dos benefícios da computação em nuvem. 

Mas, em contramão ao exemplo anterior, não precisamos ir muito longe e redesenhar toda nossa aplicação para obtermos vantagens da computação em nuvem. Em cloud, podemos muito bem desligar nossas máquinas virtuais em horários em que elas não são utilizadas, diminuir os recursos computacionais fornecidos em horários em que a utilização é menor ou até realizar reservas das instâncias, processo que consiste em garantir a utilização dos servidores pelo período de 1 ano ou mais. 

Acho que já deu para perceber que temos diversas opções de modernização e isso varia de acordo com a quantidade de esforço que podemos empregar nesta tarefa. 

Antes de continuarmos detalhando as vantagens do App Modernization, é bacana destacarmos as estratégias de migração conhecidas no mercado. Elas são conhecidas como os “7Rs”. 

As 7 estratégias de migração disponíveis (7Rs): 

Retire – Ao analisar o ambiente, pode-se descobrir que é possível simplesmente remover aplicações, pois estas não são mais utilizadas. De acordo com um artigo da AWS, até 10% (em alguns casos 20%) de um ambiente de TI corporativo não é mais útil e pode ser removido. 

Retain – Manter em ambientes on-premises as aplicações que são muito caras ou complexas demais para migrar. É importante revisitá-las periodicamente para refazer os estudos de viabilidade de migração, pois as contas podem mudar. 

Relocate – Conceito mais recente (antes tínhamos apenas “6Rs”). Significa realocar seus contêineres ou máquinas virtuais VMWare com vMotion para Cloud Computing 

Rehost – Trata-se do “moving” das aplicações em ambientes on-premises para Cloud Computing sem realizar qualquer alteração. Também conhecido como Lift and Shift. Basicamente migrar um datacenter on-premises utilizando serviços Infrastructure as a Code (EC2, EBS, etc). 

Replatform – Trazer a aplicação executando apenas pequenas alterações para obter vantagem dos benefícios que Cloud Computing pode nos proporcionar. Exemplo: utilizando serviços como RDS ao invés de bancos de dados em máquinas virtuais, como Infrastructure as a Service (EC2). Trata-se de um “Lift, Tinker and Shift”. 

Repurchase/Replace – Significa mudar para um produto diferente. Normalmente mudando de um aplicativo tradicional para uma plataforma SaaS, como CRMs, Webmails ou outros sistemas, migrando apenas seus dados. 

Refactor/Re-architect – Repensar toda a arquitetura da aplicação, utilizando ferramentas “cloud-native” desde a concepção desta nova arquitetura. Serviços Serverless, como Lambda, API Gateway, DynamoDB e Aurora Serverless geralmente são amplamente utilizados. Esta estratégia também pode incluir a reescrita de seu aplicativo. 

De todas as estratégias disponíveis, apenas três envolvem modernização: Rehost, Replatform, Refactor, com níveis de esforço baixo (ou quase nenhum), médio e alto, respectivamente. 

 Artigo AWS: 6 Application Migration Strategies: “The 6 R’s 

 

Por que devo investir esforços na modernização das minhas aplicações? 

Cada cenário mostrado oferece uma combinação de riscos e recompensas, e a chave para o sucesso na modernização de suas aplicações é identificar e avaliar cada um deles antes de partir para a execução. O “Rehost”, por exemplo, traz menor esforço e risco, porém as recompensas também são baixas. Já o modelo “Refactor” exige uma maior dedicação e maior investimento, mas traz recompensas mais altas. 

Abaixo listamos algumas considerações, comuns na maioria dos casos, para o apoiar na tomada de decisão. 

* Considerações realizadas com base na experiência dos cases de migração da BRLink. Informações podem variar caso a caso, portanto consulte-nos para maiores esclarecimentos. 

É importante citar que uma prática de migração Rehost é super válida, pois além de ter diversos benefícios se comparada com ambientes on-premises, também pode facilitar uma modernização mais avançada tendo a aplicação já em nuvem, com todos os envolvidos do projeto já adaptados em sua nova cultura Cloud Computing.

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