AWS Re:Invent 2019 – Key Note Andy Jassy e os principais lançamentos da terça feira

O dia começou em Las Vegas com  milhares de pessoas focadas em ouvir um dos já conhecidos e principais keynotes do AWS Re:Invent 2019: Andy Jassy. O CEO da Amazon Web Services subiu ao palco do complexo Sands Expo em Las Vegas, após uma semana cheia de importantes lançamentos da companhia que lidera.

Como tem ocorrido nos últimos anos, ele não estava sozinho, a já tradicional banda de rock’n roll estava junto dele, construindo o enredo de toda a sua apresentação, que contou com Van Hallen, Queen, The Doors e outras bandas sensacionais do século XX.

Para nós da BRLink foi um orgulho imenso: nosso logo apareceu ao lado de Andy Jassy, entre os principais parceiros globais que suportam os clientes da AWS na jornada para nuvem. Como disse o nosso CEO Rafael Marangoni “Ver nosso logo junto com o Andy Jassy no KeyNote principal, simboliza bem a nossa parceria com a Amazon Web Services, ao longo destes anos. Tamo junto Andy!”.

 

 

O CEO da AWS começou a sua fala relembrando o ecossistema disruptivo que foi impulsionado pela empresa que lidera, como Uber, AirBnb, Netflix e outros. O quanto estas empresas transformaram a sociedade e a vida das pessoas no mundo.

Em seguida, Andy explorou um tema que tem sido constante nos últimos anos: a AWS é uma empresa de “builders” que oferece serviços para “builders”. Para quem não está familiarizado, “builders” são aqueles que criam coisas, que constroem o futuro e a inovação. Este conceito vem sempre acompanhado pela frase “Talkers talk, builders build”. Uma alfinetada a concorrentes que mais “falam” do que “constroem” soluções.

Além da banda, Andy Jassy recebeu no palco personagens importantes no mundo dos negócios, alguns dos principais cases de sucesso recentes da Amazon Web Services. Foi o caso de David Solomon (Chairman & CEO do Goldman Sachs Group), Brent Shafer (Chairman & CEO da Cerner Corporation), Hans Vestberg (CEO da Verizon).

Mais adiante, o CEO da AWS exibiu um slide impressionante: apenas 3% dos workloads globais estão na nuvem. Todo o resto está on-premise. Isto mostra o tamanho da oportunidade que está para ser explorada, no mundo todo, nos próximos anos.

Como de costume, Andy não deixou de apresentar um slide exibindo o marketshare global de IaaS (publicado pelo Gartner), com a liderança da AWS de 47,8%, seguida da Microsoft com 15,50%, Alibaba 7,7%, Google 4%, e IBM 1.8%. Diga-se de passagem, este gráfico não mudou muito em relação ao último ano.

Daí em diante, os lançamentos começaram:

Novas instâncias M6g, C6g, R6g: não poderiam faltar novas instâncias EC2, e o primeiro lançamento foi do novo processador ARM AWS Gravitron2 da AWS, estes chips entregam 40% mais vantagem na relação custo/performance em relação à família anterior.

Novas instâncias inf1: instâncias focadas em inferências, normalmente a maior e mais custosa parte do processamento de Machine Learning. Visam reduzir o custo de processamento de workloads de ML.

Amazon Fargate for EKS: para os fãs de containers, um lançamento bem interessante. A AWS uniu Kubernetes, o principal serviço de orquestração de containers do mundo, com o seu serviço gerenciado de containers Fargate. Mundos que normalmente são vividos por perfis diferentes de clientes, mas que agora se unem para permitir mais flexibilidade e soluções.

Amazon S3 Access Points: trata-se de um modo mais simples, seguro e customizado para conceder acesso a aplicações acessarem dados no S3. Deve ter seu uso massivo em breve, uma vez que segurança no S3 é agenda importante para todos os clientes.

Amazon Redshift – Novas Instâncias e Managed Storage: o serviço gerenciado de data warehouse da AWS não ficou de fora das principais novidades. Novas instâncias do tipo RA3, com mais recursos e performance para os clientes foram lançadas. Uma grande novidade é o storage gerenciado, que desacopla o armazenamento da estrutura de processamento do RedShift, algo similar ao modelo do Amazon Aurora.

Amazon RedShift – Data Lake Export e Federated Query: o primeiro envolve a possibilidade de exportar dados do redshift para o S3 em formato parquet, para DataLakes. O segundo permite que uma query no RedShift acesse dados no cluster, no S3 e em bancos relacionais no RDS, como Aurora, MySQL e PostgreSQL.

Aqua (Advanced Query Accelerator for Redshift): nova tecnologia acoplada ao Amazon RedShift que permite acelerar em até 10x a performance em relação a qualquer outro Data Warehouse existente no mercado. Deverá permitir, para diversos casos, uma evolução importante para clientes que demandam mais performance com uma estrutura de cache adequada ao DW.

UltraWarm: uma nova camada de storage para o Amazon ElasticSearch, que gera uma economia de até 90% em relação à camada tradicional, permitindo assim escalar o armazenamento do cluster com uma melhor relação custo-benefício, fazendo inclusive backup no S3. Assim, o ElasticSearch passa a possuir duas camadas de armazenamento: hot (a tradicional) e ultrawarm (a nova). Para mais informações, veja o post do blog da AWS.

Amazon (Apache) Cassandra Managed Service: para os usuários do Apache, a AWS passa a contar com um serviço gerenciado que simplifica a criação e gestão de clusters.

Na sequência vieram os lançamentos voltados para o mundo de Inteligência Artificial e Machine Learning. O principal produto da AWS neste campo, o Amazon SageMaker, recebeu uma quantidade enorme de novas funcionalidades:

Amazon SageMaker AutoPilot: a promessa “mitológica” da geração automática de modelos com base em dados é explorada nesta nova funcionalidade do SageMaker. Uma solução que busca tornar a geração de modelos menos dependente de cientista de dados, e mais simplificada.

Amazon SageMaker Model Monitor: facilita o processo de monitoração de modelos que rodam no SageMaker, como por exemplo, comunicando aos desenvolvedores sobre desvios e alterações importantes nos modelos.

Amazon SageMaker Studio, Notebooks e Experiments: trata-se de um IDE web para desenvolver, criarem e gerenciarem seus projetos de Machine Learning, workflows e Jobs dentro de uma única interface. Torna muito mais fácil o gerenciamento de notebooks e experimentos de ML.

Amazon SageMaker Debugger: permite fazer um debug mais detalhado dos projetos e modelos usados no SageMaker, inclui por exemplo a priorização de features, que permite detalhar melhor as mais relevantes do experimento.

Amazon Fraud Detection: na linha de serviços de Machine Learning direcionados para o uso específico em necessidades de negócio, a AWS lança este importante serviço para detecção de fraudes. Permite que os clientes detectem, de maneira eficiente e em tempo real, situações de fraude em seus negócios.

Amazon CodeGuru: um serviço de inteligência artificial para realizar revisão automática de código, uma dor comum para todas as empresas que geram código no mundo, através de uma base gigantesca de dados (tanto da AWS, quando OpenSource de mercado), o serviço faz uma análise de melhores práticas em seu código, prevendo inclusive quais partes do código são aquelas que mais consumirão recursos computacionais, indicando aos desenvolvedores onde eles devem otimizar para maior ganho de performance (e redução de custos).

ContactLeans do Amazon Connect: agora o serviço Amazon Connect, que é uma plataforma gerenciada de telefonia na AWS, possui um serviço de Analytics integrado, que faz a transcrição e análise das ligações, identificando o comportamento, sentimento e outras características das comunicações.

Amazon Kendra: um serviço voltado para empresas enterprise, que aprimora os mecanismos de busca de dados utilizando linguagem natural em bases de dados não estruturadas, como wikis, faqs e pastas compartilhadas. Um serviço inovador e bastante relevante para o mundo atual, onde existem muitas informações espalhadas e pouca assertividade para identificar o conteúdo mais relevante para cada necessidade. A ferramenta permite ainda captar o feedback do usuário final para retroalimentar o modelo de machine learning e melhorar as respostas futuras.

Por fim, vieram os lançamentos de infraestrutura. Que começaram com a notícia de que o AWS OutPosts está agora disponível para todos os usuários, permitindo que clientes rodem serviços como EC2, RDS e outros em suas estruturas on-premise.

AWS Local Zones: um novo modelo de infraestrutura, conectada a regiões AWS, próxima de grandes cidades, para reduzir a latência de aplicações aos usuários finais, contendo serviços como EC2, RDS, ELB e outros.

Wavelenght: permite rodar aplicações em redes 5G com mais performance e menor latência para usuários finais.

Nos próximos dias nossa equipe continuará a compartilhar as principais novidades no evento para vocês.